terça-feira, 14 de agosto de 2012

Arquitetura


ARQUITETURA
Nos primeiros anos de funcionamento da Bauhaus, apesar dos esforços de Gropius em criar e fazer funcionar um departamento de arquitetura, os cursos iniciados não foram adiante.
Em 1920, a Bauhaus adquiriu um terreno onde Gropius planejava uma urbanização. Foram feitos projetos de urbanização, esboços e modelos das casas de madeira, porém apenas uma casa modelo foi construída.
Num dos projetos de uma casa de madeira, observa-se o plano térreo estranho, apresentando quatro quartos de dimensões quase iguais.
Em 1921, o atelier particular de arquitetura de Gropius recebeu a encomenda de renovação do Teatro Municipal de Iena.
Gropius e Meyer encarregaram-se das alterações do edifício acompanhando o estilo arquitetônico de De Stijl e de Le Corbusier, abandonando o estilo expressionista de blocos adotado na Casa Sommerfeld, fato que marcou a virada na obra arquitetônica de Gropius e também da própria Bauhaus, já que os ateliers da Bauhaus, pintores e escultores, estiveram também envolvidos no projeto através da decoração do interior do teatro.
O Departamento de Arquitetura da Bauhaus só foi inaugurado em 01 de abril de 1927, portanto em 1925 quando se iniciou a construção do edifício da Bauhaus, todo o seu planejamento e execução foi feito por Gropius através de seu escritório particular de arquitetura.
O Edifício Bauhaus em Dessau incluia: o espaçoso bloco de oficinas de 4 andares com a fachada envidraçada, a ala da escola de artes e ofícios e a ala do departamento administrativo num nível superior ligando as outras duas alas.
Foi construído adicionalmente ao projeto original, o edifício atelier, um bloco de 5 andares para os estudantes. O primeiro andar comportava o auditório, o teatro e a cantina, sendo que estes poderiam ser abertos para formar uma área de diversão interligada.
Uma vista aérea do conjunto permite notar as seções bem distintas, ao mesmo tempo que a lógica funcional do conjunto total.
O edifício Bauhaus em Dessau apesar da inspiração puramente funcional atendia ao que foi considerado um “sensacional design artístico” através da  fachada totalmente envidraçada de seu bloco de oficinas virado para a rua. Aos visitantes o conjunto parecia um enorme cubo flutuante, brilhante e transparente, que se à noite revelava-se como um cubo gigante de luz, durante o dia tornava-se um grande refletor da luz do sol.
Tudo no projeto do edifício, desde o mais simples utensílio doméstico ao edifício acabado foi desenvolvido por Gropius e os estudantes e mestres da Bauhaus.

NICOLE CARDOSO

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