terça-feira, 21 de agosto de 2012

Arquitetura

Por Lorena Sampaio

           Não foi só na política que a década de 1930 foi marcada por guerras e manifestações. Na arquitetura também acontecia uma revolução nos estilos, cores e formas, que culminaram em novos traços e descobertas. As principais edificações desse período são um reflexo da luta pelo poder. Algumas eram grandiosas e desenvolvidas com materiais nobres, como ouro, jade e marfim. Nas construções comerciais havia muitas características do Art Decó, movimento marcado por linhas retas ou circulares, formas geométricas e design abstrato.
Outro processo que marcou a época foi a verticalização das cidades. São Paulo e Rio de Janeiro ganharam arranhas-céus desenvolvidos com estrutura de concreto armado ou aço, amplos panos de vidro e um repertório de elementos como pilotis, terraços e misturas de cores vibrantes com neutras. 
A década também foi importante para a consolidação dos valores e princípios modernistas, que estavam em desenvolvimento há muito tempo - tendo como figura central o arquiteto francês Le Corbusier, um dos criadores do CIAM (Congresso internacional de arquitetura moderna) - em decorrência da industrialização e inovações tecnológicas resultantes da Revolução Industrial.
O Movimento foi adotado por Getúlio Vargas logos após a Revolução de 1930 como arquitetura oficial do seu governo, pois o presidente queria veicular sua ideologia populista de progresso. A primeira construção de destaque foi a sede da Associação Brasileira de Imprensa, projetada em 1935 por Marcelo e Milton Roberto, com 11 andares.
É nesse momento que começam a surgir os modernistas, como Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Rino Levi e Gregori Warchavchik. E é com essa mistura de movimentos, formas e ideologias que a arquitetura da década de 1930 entra para a história - e contribui muito para o que viria nas próximas décadas.
Em âmbito mundial, o período de cerca de 20 anos entre as duas guerras mundiais foi de ruptura entre o ecletismo e a arquitetura moderna. Nomes como Le Corbusier e Frank Lloyd Wright deram suas contribuições e apresentaram ao mundo o charme das construções marcadas por linhas retas e minimalistas. Os volumes eram prismáticos, havia legibilidade estrutural e paredes envidraçadas que permitiam uma leitura de como era a ocupação interior.





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